1- Tamanho do sensor ou quantidade de megapixels – o que é mais importante?
Nenhum dos dois. O mais importante é o tamanho de cada pixel individualmente. Um pixel é como uma esponja para a luz – quanto maior, mais luz consegue absorver. Maior sensibilidade permite a você fotografar em ISOs maiores com menor ruído, melhores detalhes e graduação de cor mais ampla. Obviamente, pixels maiores necessitam de um sensor maior para conter a mesma quantidade.
2- Então esse é o motivo pelo qual se consegue uma foto melhor de uma DSLR do que de uma câmera compacta que tenha o mesmo número de pixels?
Este é apenas um dos motivos. As DSLRs também tendem a realizar um melhor processamento da imagem. Elas te possibilitam mais controles e oferecem uma vasta gama de lentes. Outras vantagens são: tempo de “startup” mais curto, tempo de atraso no disparo praticamente nulo, autofoco mais rápido e sensível, visor mais claro e apurado, maior quantidade de fotos em disparo contínuo, flash mais potente, vários acessórios, maior tempo de vida útil da bateria, e maior robustez do equipamento.
3- O que é melhor, estabilidade ótica ou digital?
Estabilidade digital é basicamente enrolação – ela simplesmente aumenta o ISO e a velocidade do obturador e, algumas vezes, lança mão de softwares de aumento de nitidez para compensar áreas borradas da imagem. A estabilidade ótica da imagem é pra valer. Ou o sensor ou um elemento da lente se movem para compensar algum movimento ao se fotografar em velocidades de obturador mais baixas.
4- Qual a diferença entre MODO AUTOMÁTICO e PROGRAMA?
No AUTOMÁTICO a câmera funciona como uma compacta automática, ou seja, os ajustes de abertura, velocidade, ISO, balanço do branco, modo do autofoco, flash são automaticamente ajustados pela câmera. É preferível usar o PROGRAMA, que ajusta a abertura e a velocidade, mas deixa o resto para ser ajustado por você. Você pode ajustar alguns ou todos os parâmetros, fazer compensação de exposição e decidir quando quer utilizar o flash.
5- O que faz o Ajuste de PROGRAMA (PROGRAM SHIFT)?
Permite a você alterar a combinação abertura/velocidade ao mesmo tempo em que mantém a exposição correta. Digamos que em PROGRAMA sua câmera ajustou a combinação 1/250 seg. com F/8, mas você está fazendo um retrato e quer usar uma abertura maior para desfocar o fundo. Com o PROGRAM SHIFT, você ajusta a abertura em f/2.8 e a velocidade é automaticamente ajustada para 1/2000 seg. para compensar a mudança da abertura e fazer com que a mesma quantidade de luz atinja o sensor da câmera ou o filme.
6- O que significa comprimento focal “equivalente”? Por que algumas vezes se diz, por exemplo, que uma lente 50mm equivale a uma 75mm?
Isto acontece porque se considera o comprimento focal correspondente numa câmera tradicional 35mm de filme (tamanho da imagem no filme: 24mm X 36 mm) ou numa DSLR com formato de sensor grande (FX no caso da Nikon). Como a maioria dos sensores nas câmeras DSLR é menor do que numa 35mm eles captam apenas uma parte central da imagem projetada pela lente “normal” 50mm. Isto faz com que as imagens produzidas tenham o mesmo campo de visão que uma lente 75mm teria numa câmera 35mm tradicional (full-frame) ou sensor grande. (Esta diferença de área captada se chama fator de corte ou “lens factor”.)
7- O que faz uma lente ser mais “rápida” do que outra?
Uma lente rápida (ou clara) permite a passagem de uma grande quantidade de luz passando através de sua máxima abertura. Isto permite o uso de uma velocidade maior do que se poderia com uma lente de abertura menor (escura ou lenta). O número F na especificação de uma lente indica a abertura máxima que esta lente possui. Números menores significam aberturas maiores. Uma lente f/1.4 é muito rápida, f/2.8 é bastante rápida e f/5.6 é lenta.
8- Então é melhor usar uma lente full-frame para uma DSLR que tenha um sensor menor?
Não. Como o sensor pequeno capta apenas a parte central do círculo da imagem (chamado em inglês de “sweet spot”, a parte mais nobre da imagem projetada pela lente), as lentes full-frame (fabricadas para serem usadas com as câmeras 35mm ou de sensor full-frame), teoricamente, rendem imagens de maior nitidez ao longo das bordas do que as feitas especificamente para câmeras digitais de sensor menor, no entanto não há evidências práticas disso no mundo real. As lentes full-frame trazem alguns benefícios: mantêm sua utilidade no caso de se fazer um up-grade para uma câmera de sensor full-frame com o mesmo encaixe, por exemplo. Por outro lado, o fator de corte faz com que elas não possam lhe proporcionar uma visão de super grande angular – uma lente full-frame 17mm se torna equivalente à 25mm numa DSLR com sensor menor (APS-C).
9- O que significam, por exemplo, os números f/3.5~5.6 na especificação de uma lente?
Em zooms mais simples (“baratas”) a lente via ficando mais lenta á medida que se aumenta o comprimento focal. Numa lente 18-55mm f/3.5~5.6, por exemplo, você pode ajustar ama abertura tão grande quanto f/3.5 em 18mm, mas em 55mm a abertura máxima que você pode usar é de f/5.6. Nos comprimentos focais intermediários, digamos 35mm, a abertura máxima seria em torno de f/4.5.
10- Por que eu devo comprar uma lente tele se posso usar um teleconversor na minha zoom?
Isso vai fazer com que a sua lente, já não muito clara, fique ainda mais escura. Um teleconversor (teleconverter em inglês) de 2X faz com que uma lente f/3.5~5.6, por exemplo, passe a ter uma abertura efetiva de f/7~11, escura o suficiente para impossibilitar o uso do autofoco. Além disso, os teleconversores destinados às lentes zooms que vêm com a câmera (kit) costumam ter uma qualidade ótica regular. A melhor opção seria investir numa lente telezoom não muito cara, que costuma vir com o kit câmera+lente.
11- Qual a diferença entre leitura do fotômetro central, spot e “evaluative” (avaliado)?
Todos os fotômetros das câmeras “enxergam” uma parte da imagem como cinza intermediário (meio-tom), ou seja, o ponto intermediário entre as altas-luzes e as sombras. O sistema “evaluative” (matrix na Nikon) divide a imagem em segmentos, compara as leituras de cada parte, e compõe um padrão de imagem para avaliar a exposição correta. A leitura “central” (centerweighted) leva em consideração toda a luz da cena, mas dá maior ênfase à parte central da imagem. Em “spot”, um pequeno percentual da cena, normalmente menos do que 5% e normalmente na área central, é fotometrado. Algumas câmeras permitem que o ponto de leitura spot acompanhe o sensor ativo do autofoco.
Enquanto o sistema “evaluative” é melhor para a maioria das situações, o central é mais adequado para assuntos tais como fotos de grupo. Para obter maior controle sobre a exposição usa-se o spot, que permite selecionar o meio-tom da cena, porém é o sistema que exige maior perícia por parte do fotógrafo.
12- Por que usar um fotômetro de mão se posso obter todas essas variedades de leitura na minha câmera?
Porque a maioria dos fotômetros de mão permite a você ajustar sua exposição baseado na luz sobre o assunto fotografado, chamada luz incidente. Eles são ótimos quando o assunto fotografado é mais escuro (não-refletivo) ou mais claro (refletivo) do que o normal. Essa situação faz com que os fotômetros de câmera (fotômetros que medem a luz refletida ou “de luz refletida”) tendam a super ou sub expor.
Os fotômetros de mão também ajudam a obter exposições mais consistentes nas cenas que possuem uma ampla variedade de tons. Para uma leitura da luz incidente segure o fotômetro no ponto do seu assunto onde a exposição seja mais crítica, como o rosto, e aponte o fotômetro para a câmera. Muitos fotômetros de mão podem ser ajustados para a leitura da luz refletida ou da intensidade da luz do flash.
13- Como sei a distância que a luz do meu flash alcança?
Pelo valor do Número-Guia (GN), existente em praticamente todo flash embutido na câmera, ou para montagem na sapata (shoe-mount); fornecido em pés, metros ou ambos – na parte traseira da câmera ou flash, ou no manual. O GN indica a distância que o flash alcança a uma determinada abertura, ou, que abertura utilizar dada uma determinada distância. Basta dividir o GN pela distância ou pelo número da abertura. Por exemplo, se um flash tem um GN de 40 em metros (em ISO 100), ele poderá alcançar até a distância de 10 metros com uma abertura f/4 (40÷4=10). Se você quiser fazer uma foto a 20 metros com o mesmo ISO, você terá que usar uma abertura f/2.
14- Meu flash permite o uso em TTL ou Ajuste Automático. Qual a diferença?
O TTL regula a potência do flash medindo a quantidade da luz do flash que é refletida pelo objeto fotografado, atravessa a lente e é medida pelo fotômetro embutido da câmera. Normalmente é a forma mais precisa de se determinar a exposição do flash, além de permitir a você o uso do flash rebatido em qualquer direção e superfície. Já o Ajuste Automático regula a potência do flash considerando a quantidade de luz refletida pelo objeto fotografado e medida pelo sensor embutido no corpo do flash. Para a maioria dos assuntos funciona bem, e como o sensor da luz é no próprio flash, pode ser utilizado com várias câmeras de diferentes modelos e fabricantes, ao passo que o flash TTL (dedicado) só funciona nas câmeras com as quais é compatível.
15- Eu já possuo um flash que gosto muito e é automático. Posso utilizá-lo com minha nova câmera DSLR?
Depende da data em que seu flash foi fabricado. Se, por exemplo, for de fabricação japonesa (no caso de um Vivitar 283) feito entre 1972 e 1987, não é seguro. A voltagem de disparo destes flashes pode variar até uns 600 volts, o suficiente para queimar o circuito de uma moderna DSLR. Modelos mais recentes (“made in China” ou “made in Korea”) geralmente usam um capacitor de 9 volts, ou seja, são mais seguros para as DSLR. Ainda assim, seria melhor utilizar em conjunto um adaptador de segurança como o WEIN SAFE-SYNC (US$ 50, nos EUA) a sua sapata – ou simplesmente, compre um flash novo TTL. Custa muito menos do que uma nova DSLR, e você poderá utilizar o seu flash antigo como um segundo flash off-camera para iluminar fundos ou fazer luz de preenchimento.
16- Minha câmera consegue manter compatibilidade com os cartões de memória mais rápidos que estão surgindo?
Os modelos novos conseguem, e os fabricantes estão sempre trabalhando para aumentar a velocidade de transferência de imagens e para reduzir o tempo que os arquivos de imagens, cada vez maiores, levam para limpar o buffer (memória cache) da câmera, conforme atesta Jeff Cable, da Lexar, fabricante de cartões de memória. Um outro benefício dos cartões de memória de alta-velocidade (high-speed) é a maior velocidade de transferência dos arquivos de imagens para o seu computador. Para usufruir deste benefício tenha a certeza de utilizar um leitor de cartão compatível.
17- Reformatar um cartão de memória com frequência pode danificá-lo?
Não. Na verdade, os experts até recomendam este procedimento. Reformatar elimina todos os vestígios de imagens, nomes de arquivos ou qualquer dado que exista no cartão, limpando completamente a memória e abrindo mais espaço para salvar novas fotos. É melhor reformatar o cartão na câmera do que no computador para assegura que os dois trabalhem bem em conjunto.
18- É verdade que o JPEG perde detalhes cada vez que é aberto? Seria melhor trabalhar com TIFF ou PSD?
Não mais. Se você simplesmente abrir um JPEG e não fizer nada além de ver a imagem, e depois fechar o arquivo sem salvá-lo, não irá perder detalhes. Se utilizar o comando Save As do Photoshop e escolher salvar o JPEG com uma menor qualidade (ou maior compressão) causará uma perda de qualidade, gerando lixos digitais e perdendo detalhes. “Ressalvar” JPEGs com frequência, no mesmo nível de qualidade, pode gerar lixo digital (artifact), mas você só irá perceber se der um zoom detalhado na imagem.
19- Para que se utiliza calibrador de monitor?
Todo monitor é diferente. Se o seu, por exemplo, for muito claro e muito contrastado, você ficará desapontado quando suas ampliações ou impressões (prints) vierem escuras e sem contraste. Portanto, antes de ajustar suas fotos no seu computador, calibre o monitor. Uma vez calibrado, você poderá contar com o monitor para ter uma visão mais fiel ao que realmente será impresso ou ampliado. Daí será mais confiável ajustar as fotos com maior precisão para que o resultado visto na tela seja o reproduzido na impressão/ampliação.
20- Eu adoro fotografar o pôr-do-sol, mas quando eu exponho para o céu, o primeiro plano fica muito escuro. O que posso fazer?
Use um filtro split de densidade neutra (uma parte transparente a outra escura). Este filtro, por ser de densidade neutra (cinza) não afeta a cor, e sua transição pode se dar de forma gradual, filtro graduado, ou abrupta (meio a meio). Ele funciona em situações onde a diferença de luz entre uma parte da imagem e outra (normalmente primeiro e segundo planos) é muito grande e bem delimitada. Este tipo de filtro permite que se exponha a imagem de forma adequada para a parte mais escura da imagem sem estourar a parte mais clara (altas-luzes) ou, no caso, o céu.
Nenhum dos dois. O mais importante é o tamanho de cada pixel individualmente. Um pixel é como uma esponja para a luz – quanto maior, mais luz consegue absorver. Maior sensibilidade permite a você fotografar em ISOs maiores com menor ruído, melhores detalhes e graduação de cor mais ampla. Obviamente, pixels maiores necessitam de um sensor maior para conter a mesma quantidade.
2- Então esse é o motivo pelo qual se consegue uma foto melhor de uma DSLR do que de uma câmera compacta que tenha o mesmo número de pixels?
Este é apenas um dos motivos. As DSLRs também tendem a realizar um melhor processamento da imagem. Elas te possibilitam mais controles e oferecem uma vasta gama de lentes. Outras vantagens são: tempo de “startup” mais curto, tempo de atraso no disparo praticamente nulo, autofoco mais rápido e sensível, visor mais claro e apurado, maior quantidade de fotos em disparo contínuo, flash mais potente, vários acessórios, maior tempo de vida útil da bateria, e maior robustez do equipamento.
3- O que é melhor, estabilidade ótica ou digital?
Estabilidade digital é basicamente enrolação – ela simplesmente aumenta o ISO e a velocidade do obturador e, algumas vezes, lança mão de softwares de aumento de nitidez para compensar áreas borradas da imagem. A estabilidade ótica da imagem é pra valer. Ou o sensor ou um elemento da lente se movem para compensar algum movimento ao se fotografar em velocidades de obturador mais baixas.
4- Qual a diferença entre MODO AUTOMÁTICO e PROGRAMA?
No AUTOMÁTICO a câmera funciona como uma compacta automática, ou seja, os ajustes de abertura, velocidade, ISO, balanço do branco, modo do autofoco, flash são automaticamente ajustados pela câmera. É preferível usar o PROGRAMA, que ajusta a abertura e a velocidade, mas deixa o resto para ser ajustado por você. Você pode ajustar alguns ou todos os parâmetros, fazer compensação de exposição e decidir quando quer utilizar o flash.
5- O que faz o Ajuste de PROGRAMA (PROGRAM SHIFT)?
Permite a você alterar a combinação abertura/velocidade ao mesmo tempo em que mantém a exposição correta. Digamos que em PROGRAMA sua câmera ajustou a combinação 1/250 seg. com F/8, mas você está fazendo um retrato e quer usar uma abertura maior para desfocar o fundo. Com o PROGRAM SHIFT, você ajusta a abertura em f/2.8 e a velocidade é automaticamente ajustada para 1/2000 seg. para compensar a mudança da abertura e fazer com que a mesma quantidade de luz atinja o sensor da câmera ou o filme.
6- O que significa comprimento focal “equivalente”? Por que algumas vezes se diz, por exemplo, que uma lente 50mm equivale a uma 75mm?
Isto acontece porque se considera o comprimento focal correspondente numa câmera tradicional 35mm de filme (tamanho da imagem no filme: 24mm X 36 mm) ou numa DSLR com formato de sensor grande (FX no caso da Nikon). Como a maioria dos sensores nas câmeras DSLR é menor do que numa 35mm eles captam apenas uma parte central da imagem projetada pela lente “normal” 50mm. Isto faz com que as imagens produzidas tenham o mesmo campo de visão que uma lente 75mm teria numa câmera 35mm tradicional (full-frame) ou sensor grande. (Esta diferença de área captada se chama fator de corte ou “lens factor”.)
7- O que faz uma lente ser mais “rápida” do que outra?
Uma lente rápida (ou clara) permite a passagem de uma grande quantidade de luz passando através de sua máxima abertura. Isto permite o uso de uma velocidade maior do que se poderia com uma lente de abertura menor (escura ou lenta). O número F na especificação de uma lente indica a abertura máxima que esta lente possui. Números menores significam aberturas maiores. Uma lente f/1.4 é muito rápida, f/2.8 é bastante rápida e f/5.6 é lenta.
8- Então é melhor usar uma lente full-frame para uma DSLR que tenha um sensor menor?
Não. Como o sensor pequeno capta apenas a parte central do círculo da imagem (chamado em inglês de “sweet spot”, a parte mais nobre da imagem projetada pela lente), as lentes full-frame (fabricadas para serem usadas com as câmeras 35mm ou de sensor full-frame), teoricamente, rendem imagens de maior nitidez ao longo das bordas do que as feitas especificamente para câmeras digitais de sensor menor, no entanto não há evidências práticas disso no mundo real. As lentes full-frame trazem alguns benefícios: mantêm sua utilidade no caso de se fazer um up-grade para uma câmera de sensor full-frame com o mesmo encaixe, por exemplo. Por outro lado, o fator de corte faz com que elas não possam lhe proporcionar uma visão de super grande angular – uma lente full-frame 17mm se torna equivalente à 25mm numa DSLR com sensor menor (APS-C).
9- O que significam, por exemplo, os números f/3.5~5.6 na especificação de uma lente?
Em zooms mais simples (“baratas”) a lente via ficando mais lenta á medida que se aumenta o comprimento focal. Numa lente 18-55mm f/3.5~5.6, por exemplo, você pode ajustar ama abertura tão grande quanto f/3.5 em 18mm, mas em 55mm a abertura máxima que você pode usar é de f/5.6. Nos comprimentos focais intermediários, digamos 35mm, a abertura máxima seria em torno de f/4.5.
10- Por que eu devo comprar uma lente tele se posso usar um teleconversor na minha zoom?
Isso vai fazer com que a sua lente, já não muito clara, fique ainda mais escura. Um teleconversor (teleconverter em inglês) de 2X faz com que uma lente f/3.5~5.6, por exemplo, passe a ter uma abertura efetiva de f/7~11, escura o suficiente para impossibilitar o uso do autofoco. Além disso, os teleconversores destinados às lentes zooms que vêm com a câmera (kit) costumam ter uma qualidade ótica regular. A melhor opção seria investir numa lente telezoom não muito cara, que costuma vir com o kit câmera+lente.
11- Qual a diferença entre leitura do fotômetro central, spot e “evaluative” (avaliado)?
Todos os fotômetros das câmeras “enxergam” uma parte da imagem como cinza intermediário (meio-tom), ou seja, o ponto intermediário entre as altas-luzes e as sombras. O sistema “evaluative” (matrix na Nikon) divide a imagem em segmentos, compara as leituras de cada parte, e compõe um padrão de imagem para avaliar a exposição correta. A leitura “central” (centerweighted) leva em consideração toda a luz da cena, mas dá maior ênfase à parte central da imagem. Em “spot”, um pequeno percentual da cena, normalmente menos do que 5% e normalmente na área central, é fotometrado. Algumas câmeras permitem que o ponto de leitura spot acompanhe o sensor ativo do autofoco.
Enquanto o sistema “evaluative” é melhor para a maioria das situações, o central é mais adequado para assuntos tais como fotos de grupo. Para obter maior controle sobre a exposição usa-se o spot, que permite selecionar o meio-tom da cena, porém é o sistema que exige maior perícia por parte do fotógrafo.
12- Por que usar um fotômetro de mão se posso obter todas essas variedades de leitura na minha câmera?
Porque a maioria dos fotômetros de mão permite a você ajustar sua exposição baseado na luz sobre o assunto fotografado, chamada luz incidente. Eles são ótimos quando o assunto fotografado é mais escuro (não-refletivo) ou mais claro (refletivo) do que o normal. Essa situação faz com que os fotômetros de câmera (fotômetros que medem a luz refletida ou “de luz refletida”) tendam a super ou sub expor.
Os fotômetros de mão também ajudam a obter exposições mais consistentes nas cenas que possuem uma ampla variedade de tons. Para uma leitura da luz incidente segure o fotômetro no ponto do seu assunto onde a exposição seja mais crítica, como o rosto, e aponte o fotômetro para a câmera. Muitos fotômetros de mão podem ser ajustados para a leitura da luz refletida ou da intensidade da luz do flash.
13- Como sei a distância que a luz do meu flash alcança?
Pelo valor do Número-Guia (GN), existente em praticamente todo flash embutido na câmera, ou para montagem na sapata (shoe-mount); fornecido em pés, metros ou ambos – na parte traseira da câmera ou flash, ou no manual. O GN indica a distância que o flash alcança a uma determinada abertura, ou, que abertura utilizar dada uma determinada distância. Basta dividir o GN pela distância ou pelo número da abertura. Por exemplo, se um flash tem um GN de 40 em metros (em ISO 100), ele poderá alcançar até a distância de 10 metros com uma abertura f/4 (40÷4=10). Se você quiser fazer uma foto a 20 metros com o mesmo ISO, você terá que usar uma abertura f/2.
14- Meu flash permite o uso em TTL ou Ajuste Automático. Qual a diferença?
O TTL regula a potência do flash medindo a quantidade da luz do flash que é refletida pelo objeto fotografado, atravessa a lente e é medida pelo fotômetro embutido da câmera. Normalmente é a forma mais precisa de se determinar a exposição do flash, além de permitir a você o uso do flash rebatido em qualquer direção e superfície. Já o Ajuste Automático regula a potência do flash considerando a quantidade de luz refletida pelo objeto fotografado e medida pelo sensor embutido no corpo do flash. Para a maioria dos assuntos funciona bem, e como o sensor da luz é no próprio flash, pode ser utilizado com várias câmeras de diferentes modelos e fabricantes, ao passo que o flash TTL (dedicado) só funciona nas câmeras com as quais é compatível.
15- Eu já possuo um flash que gosto muito e é automático. Posso utilizá-lo com minha nova câmera DSLR?
Depende da data em que seu flash foi fabricado. Se, por exemplo, for de fabricação japonesa (no caso de um Vivitar 283) feito entre 1972 e 1987, não é seguro. A voltagem de disparo destes flashes pode variar até uns 600 volts, o suficiente para queimar o circuito de uma moderna DSLR. Modelos mais recentes (“made in China” ou “made in Korea”) geralmente usam um capacitor de 9 volts, ou seja, são mais seguros para as DSLR. Ainda assim, seria melhor utilizar em conjunto um adaptador de segurança como o WEIN SAFE-SYNC (US$ 50, nos EUA) a sua sapata – ou simplesmente, compre um flash novo TTL. Custa muito menos do que uma nova DSLR, e você poderá utilizar o seu flash antigo como um segundo flash off-camera para iluminar fundos ou fazer luz de preenchimento.
16- Minha câmera consegue manter compatibilidade com os cartões de memória mais rápidos que estão surgindo?
Os modelos novos conseguem, e os fabricantes estão sempre trabalhando para aumentar a velocidade de transferência de imagens e para reduzir o tempo que os arquivos de imagens, cada vez maiores, levam para limpar o buffer (memória cache) da câmera, conforme atesta Jeff Cable, da Lexar, fabricante de cartões de memória. Um outro benefício dos cartões de memória de alta-velocidade (high-speed) é a maior velocidade de transferência dos arquivos de imagens para o seu computador. Para usufruir deste benefício tenha a certeza de utilizar um leitor de cartão compatível.
17- Reformatar um cartão de memória com frequência pode danificá-lo?
Não. Na verdade, os experts até recomendam este procedimento. Reformatar elimina todos os vestígios de imagens, nomes de arquivos ou qualquer dado que exista no cartão, limpando completamente a memória e abrindo mais espaço para salvar novas fotos. É melhor reformatar o cartão na câmera do que no computador para assegura que os dois trabalhem bem em conjunto.
18- É verdade que o JPEG perde detalhes cada vez que é aberto? Seria melhor trabalhar com TIFF ou PSD?
Não mais. Se você simplesmente abrir um JPEG e não fizer nada além de ver a imagem, e depois fechar o arquivo sem salvá-lo, não irá perder detalhes. Se utilizar o comando Save As do Photoshop e escolher salvar o JPEG com uma menor qualidade (ou maior compressão) causará uma perda de qualidade, gerando lixos digitais e perdendo detalhes. “Ressalvar” JPEGs com frequência, no mesmo nível de qualidade, pode gerar lixo digital (artifact), mas você só irá perceber se der um zoom detalhado na imagem.
19- Para que se utiliza calibrador de monitor?
Todo monitor é diferente. Se o seu, por exemplo, for muito claro e muito contrastado, você ficará desapontado quando suas ampliações ou impressões (prints) vierem escuras e sem contraste. Portanto, antes de ajustar suas fotos no seu computador, calibre o monitor. Uma vez calibrado, você poderá contar com o monitor para ter uma visão mais fiel ao que realmente será impresso ou ampliado. Daí será mais confiável ajustar as fotos com maior precisão para que o resultado visto na tela seja o reproduzido na impressão/ampliação.
20- Eu adoro fotografar o pôr-do-sol, mas quando eu exponho para o céu, o primeiro plano fica muito escuro. O que posso fazer?
Use um filtro split de densidade neutra (uma parte transparente a outra escura). Este filtro, por ser de densidade neutra (cinza) não afeta a cor, e sua transição pode se dar de forma gradual, filtro graduado, ou abrupta (meio a meio). Ele funciona em situações onde a diferença de luz entre uma parte da imagem e outra (normalmente primeiro e segundo planos) é muito grande e bem delimitada. Este tipo de filtro permite que se exponha a imagem de forma adequada para a parte mais escura da imagem sem estourar a parte mais clara (altas-luzes) ou, no caso, o céu.
Espero que estas respostas ajudem vocês de alguma forma. Caso tenham alguma pergunta, postem no "Comentários" que em breve responderei com outra postagem de "Perguntas e Respostas".
Boas Fotos,
Alexandre
O que é melhor, fotografar em RAW, jpeg ou tiff?
ResponderExcluirJose Monteiro
Que cãmera você recomenda? Qual marca ou modelo?
ResponderExcluirZeca Brás
Adoro fotos preto e branco. Minha máquina tem esta opção, devo usar?
ResponderExcluirAlexandre Bastos
Sou iniciante e tenho uma cãmera compacta Olympus x-750 que uso para tirar fotos. Muitas fotos parecem sem nitidez e a cãmera demora muito pra disparar, além de ser bastante limitada em recursos. Estou fazendo algo errado? Vejo outras câmeras bem mais caras (R$3m torno de 3.000,00), elas realmente são melhores? Fico na dúvida de gastar tanto com esse equipamento e os resultados não serem tão bons.
ResponderExcluirEduardo Condé
Já ouvi falar de workflow. O que é isso? Um programa tipo Photoshop?
ResponderExcluirRenato Aires