Envie sua foto para meu e-mail (alexandrenobili@hotmail.com) que comentarei aqui no blog. Observarei a composição e a parte técnica, além da linguagem.
Por favor, mande a foto com o tamanho máximo de 450 pixels de largura.
Aguardo sua foto.
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Alexandre
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Se você adora fotografia, tem alguma dúvida, quer trocar ideias ou fazer algum comentário... este é o seu espaço.
Participe! Ajude a fazer do F-Spot um ponto de encontro para apaixonados por fotografia.
Bons Clics e um Grande Abraço.
Alexandre Nobili
Editor
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março 29, 2009
março 26, 2009
DSLR - Perguntas e Respostas.
1- Tamanho do sensor ou quantidade de megapixels – o que é mais importante?
Nenhum dos dois. O mais importante é o tamanho de cada pixel individualmente. Um pixel é como uma esponja para a luz – quanto maior, mais luz consegue absorver. Maior sensibilidade permite a você fotografar em ISOs maiores com menor ruído, melhores detalhes e graduação de cor mais ampla. Obviamente, pixels maiores necessitam de um sensor maior para conter a mesma quantidade.
2- Então esse é o motivo pelo qual se consegue uma foto melhor de uma DSLR do que de uma câmera compacta que tenha o mesmo número de pixels?
Este é apenas um dos motivos. As DSLRs também tendem a realizar um melhor processamento da imagem. Elas te possibilitam mais controles e oferecem uma vasta gama de lentes. Outras vantagens são: tempo de “startup” mais curto, tempo de atraso no disparo praticamente nulo, autofoco mais rápido e sensível, visor mais claro e apurado, maior quantidade de fotos em disparo contínuo, flash mais potente, vários acessórios, maior tempo de vida útil da bateria, e maior robustez do equipamento.
3- O que é melhor, estabilidade ótica ou digital?
Estabilidade digital é basicamente enrolação – ela simplesmente aumenta o ISO e a velocidade do obturador e, algumas vezes, lança mão de softwares de aumento de nitidez para compensar áreas borradas da imagem. A estabilidade ótica da imagem é pra valer. Ou o sensor ou um elemento da lente se movem para compensar algum movimento ao se fotografar em velocidades de obturador mais baixas.
4- Qual a diferença entre MODO AUTOMÁTICO e PROGRAMA?
No AUTOMÁTICO a câmera funciona como uma compacta automática, ou seja, os ajustes de abertura, velocidade, ISO, balanço do branco, modo do autofoco, flash são automaticamente ajustados pela câmera. É preferível usar o PROGRAMA, que ajusta a abertura e a velocidade, mas deixa o resto para ser ajustado por você. Você pode ajustar alguns ou todos os parâmetros, fazer compensação de exposição e decidir quando quer utilizar o flash.
5- O que faz o Ajuste de PROGRAMA (PROGRAM SHIFT)?
Permite a você alterar a combinação abertura/velocidade ao mesmo tempo em que mantém a exposição correta. Digamos que em PROGRAMA sua câmera ajustou a combinação 1/250 seg. com F/8, mas você está fazendo um retrato e quer usar uma abertura maior para desfocar o fundo. Com o PROGRAM SHIFT, você ajusta a abertura em f/2.8 e a velocidade é automaticamente ajustada para 1/2000 seg. para compensar a mudança da abertura e fazer com que a mesma quantidade de luz atinja o sensor da câmera ou o filme.
6- O que significa comprimento focal “equivalente”? Por que algumas vezes se diz, por exemplo, que uma lente 50mm equivale a uma 75mm?
Isto acontece porque se considera o comprimento focal correspondente numa câmera tradicional 35mm de filme (tamanho da imagem no filme: 24mm X 36 mm) ou numa DSLR com formato de sensor grande (FX no caso da Nikon). Como a maioria dos sensores nas câmeras DSLR é menor do que numa 35mm eles captam apenas uma parte central da imagem projetada pela lente “normal” 50mm. Isto faz com que as imagens produzidas tenham o mesmo campo de visão que uma lente 75mm teria numa câmera 35mm tradicional (full-frame) ou sensor grande. (Esta diferença de área captada se chama fator de corte ou “lens factor”.)
7- O que faz uma lente ser mais “rápida” do que outra?
Uma lente rápida (ou clara) permite a passagem de uma grande quantidade de luz passando através de sua máxima abertura. Isto permite o uso de uma velocidade maior do que se poderia com uma lente de abertura menor (escura ou lenta). O número F na especificação de uma lente indica a abertura máxima que esta lente possui. Números menores significam aberturas maiores. Uma lente f/1.4 é muito rápida, f/2.8 é bastante rápida e f/5.6 é lenta.
8- Então é melhor usar uma lente full-frame para uma DSLR que tenha um sensor menor?
Não. Como o sensor pequeno capta apenas a parte central do círculo da imagem (chamado em inglês de “sweet spot”, a parte mais nobre da imagem projetada pela lente), as lentes full-frame (fabricadas para serem usadas com as câmeras 35mm ou de sensor full-frame), teoricamente, rendem imagens de maior nitidez ao longo das bordas do que as feitas especificamente para câmeras digitais de sensor menor, no entanto não há evidências práticas disso no mundo real. As lentes full-frame trazem alguns benefícios: mantêm sua utilidade no caso de se fazer um up-grade para uma câmera de sensor full-frame com o mesmo encaixe, por exemplo. Por outro lado, o fator de corte faz com que elas não possam lhe proporcionar uma visão de super grande angular – uma lente full-frame 17mm se torna equivalente à 25mm numa DSLR com sensor menor (APS-C).
9- O que significam, por exemplo, os números f/3.5~5.6 na especificação de uma lente?
Em zooms mais simples (“baratas”) a lente via ficando mais lenta á medida que se aumenta o comprimento focal. Numa lente 18-55mm f/3.5~5.6, por exemplo, você pode ajustar ama abertura tão grande quanto f/3.5 em 18mm, mas em 55mm a abertura máxima que você pode usar é de f/5.6. Nos comprimentos focais intermediários, digamos 35mm, a abertura máxima seria em torno de f/4.5.
10- Por que eu devo comprar uma lente tele se posso usar um teleconversor na minha zoom?
Isso vai fazer com que a sua lente, já não muito clara, fique ainda mais escura. Um teleconversor (teleconverter em inglês) de 2X faz com que uma lente f/3.5~5.6, por exemplo, passe a ter uma abertura efetiva de f/7~11, escura o suficiente para impossibilitar o uso do autofoco. Além disso, os teleconversores destinados às lentes zooms que vêm com a câmera (kit) costumam ter uma qualidade ótica regular. A melhor opção seria investir numa lente telezoom não muito cara, que costuma vir com o kit câmera+lente.
11- Qual a diferença entre leitura do fotômetro central, spot e “evaluative” (avaliado)?
Todos os fotômetros das câmeras “enxergam” uma parte da imagem como cinza intermediário (meio-tom), ou seja, o ponto intermediário entre as altas-luzes e as sombras. O sistema “evaluative” (matrix na Nikon) divide a imagem em segmentos, compara as leituras de cada parte, e compõe um padrão de imagem para avaliar a exposição correta. A leitura “central” (centerweighted) leva em consideração toda a luz da cena, mas dá maior ênfase à parte central da imagem. Em “spot”, um pequeno percentual da cena, normalmente menos do que 5% e normalmente na área central, é fotometrado. Algumas câmeras permitem que o ponto de leitura spot acompanhe o sensor ativo do autofoco.
Enquanto o sistema “evaluative” é melhor para a maioria das situações, o central é mais adequado para assuntos tais como fotos de grupo. Para obter maior controle sobre a exposição usa-se o spot, que permite selecionar o meio-tom da cena, porém é o sistema que exige maior perícia por parte do fotógrafo.
12- Por que usar um fotômetro de mão se posso obter todas essas variedades de leitura na minha câmera?
Porque a maioria dos fotômetros de mão permite a você ajustar sua exposição baseado na luz sobre o assunto fotografado, chamada luz incidente. Eles são ótimos quando o assunto fotografado é mais escuro (não-refletivo) ou mais claro (refletivo) do que o normal. Essa situação faz com que os fotômetros de câmera (fotômetros que medem a luz refletida ou “de luz refletida”) tendam a super ou sub expor.
Os fotômetros de mão também ajudam a obter exposições mais consistentes nas cenas que possuem uma ampla variedade de tons. Para uma leitura da luz incidente segure o fotômetro no ponto do seu assunto onde a exposição seja mais crítica, como o rosto, e aponte o fotômetro para a câmera. Muitos fotômetros de mão podem ser ajustados para a leitura da luz refletida ou da intensidade da luz do flash.
13- Como sei a distância que a luz do meu flash alcança?
Pelo valor do Número-Guia (GN), existente em praticamente todo flash embutido na câmera, ou para montagem na sapata (shoe-mount); fornecido em pés, metros ou ambos – na parte traseira da câmera ou flash, ou no manual. O GN indica a distância que o flash alcança a uma determinada abertura, ou, que abertura utilizar dada uma determinada distância. Basta dividir o GN pela distância ou pelo número da abertura. Por exemplo, se um flash tem um GN de 40 em metros (em ISO 100), ele poderá alcançar até a distância de 10 metros com uma abertura f/4 (40÷4=10). Se você quiser fazer uma foto a 20 metros com o mesmo ISO, você terá que usar uma abertura f/2.
14- Meu flash permite o uso em TTL ou Ajuste Automático. Qual a diferença?
O TTL regula a potência do flash medindo a quantidade da luz do flash que é refletida pelo objeto fotografado, atravessa a lente e é medida pelo fotômetro embutido da câmera. Normalmente é a forma mais precisa de se determinar a exposição do flash, além de permitir a você o uso do flash rebatido em qualquer direção e superfície. Já o Ajuste Automático regula a potência do flash considerando a quantidade de luz refletida pelo objeto fotografado e medida pelo sensor embutido no corpo do flash. Para a maioria dos assuntos funciona bem, e como o sensor da luz é no próprio flash, pode ser utilizado com várias câmeras de diferentes modelos e fabricantes, ao passo que o flash TTL (dedicado) só funciona nas câmeras com as quais é compatível.
15- Eu já possuo um flash que gosto muito e é automático. Posso utilizá-lo com minha nova câmera DSLR?
Depende da data em que seu flash foi fabricado. Se, por exemplo, for de fabricação japonesa (no caso de um Vivitar 283) feito entre 1972 e 1987, não é seguro. A voltagem de disparo destes flashes pode variar até uns 600 volts, o suficiente para queimar o circuito de uma moderna DSLR. Modelos mais recentes (“made in China” ou “made in Korea”) geralmente usam um capacitor de 9 volts, ou seja, são mais seguros para as DSLR. Ainda assim, seria melhor utilizar em conjunto um adaptador de segurança como o WEIN SAFE-SYNC (US$ 50, nos EUA) a sua sapata – ou simplesmente, compre um flash novo TTL. Custa muito menos do que uma nova DSLR, e você poderá utilizar o seu flash antigo como um segundo flash off-camera para iluminar fundos ou fazer luz de preenchimento.
16- Minha câmera consegue manter compatibilidade com os cartões de memória mais rápidos que estão surgindo?
Os modelos novos conseguem, e os fabricantes estão sempre trabalhando para aumentar a velocidade de transferência de imagens e para reduzir o tempo que os arquivos de imagens, cada vez maiores, levam para limpar o buffer (memória cache) da câmera, conforme atesta Jeff Cable, da Lexar, fabricante de cartões de memória. Um outro benefício dos cartões de memória de alta-velocidade (high-speed) é a maior velocidade de transferência dos arquivos de imagens para o seu computador. Para usufruir deste benefício tenha a certeza de utilizar um leitor de cartão compatível.
17- Reformatar um cartão de memória com frequência pode danificá-lo?
Não. Na verdade, os experts até recomendam este procedimento. Reformatar elimina todos os vestígios de imagens, nomes de arquivos ou qualquer dado que exista no cartão, limpando completamente a memória e abrindo mais espaço para salvar novas fotos. É melhor reformatar o cartão na câmera do que no computador para assegura que os dois trabalhem bem em conjunto.
18- É verdade que o JPEG perde detalhes cada vez que é aberto? Seria melhor trabalhar com TIFF ou PSD?
Não mais. Se você simplesmente abrir um JPEG e não fizer nada além de ver a imagem, e depois fechar o arquivo sem salvá-lo, não irá perder detalhes. Se utilizar o comando Save As do Photoshop e escolher salvar o JPEG com uma menor qualidade (ou maior compressão) causará uma perda de qualidade, gerando lixos digitais e perdendo detalhes. “Ressalvar” JPEGs com frequência, no mesmo nível de qualidade, pode gerar lixo digital (artifact), mas você só irá perceber se der um zoom detalhado na imagem.
19- Para que se utiliza calibrador de monitor?
Todo monitor é diferente. Se o seu, por exemplo, for muito claro e muito contrastado, você ficará desapontado quando suas ampliações ou impressões (prints) vierem escuras e sem contraste. Portanto, antes de ajustar suas fotos no seu computador, calibre o monitor. Uma vez calibrado, você poderá contar com o monitor para ter uma visão mais fiel ao que realmente será impresso ou ampliado. Daí será mais confiável ajustar as fotos com maior precisão para que o resultado visto na tela seja o reproduzido na impressão/ampliação.
20- Eu adoro fotografar o pôr-do-sol, mas quando eu exponho para o céu, o primeiro plano fica muito escuro. O que posso fazer?
Use um filtro split de densidade neutra (uma parte transparente a outra escura). Este filtro, por ser de densidade neutra (cinza) não afeta a cor, e sua transição pode se dar de forma gradual, filtro graduado, ou abrupta (meio a meio). Ele funciona em situações onde a diferença de luz entre uma parte da imagem e outra (normalmente primeiro e segundo planos) é muito grande e bem delimitada. Este tipo de filtro permite que se exponha a imagem de forma adequada para a parte mais escura da imagem sem estourar a parte mais clara (altas-luzes) ou, no caso, o céu.
Nenhum dos dois. O mais importante é o tamanho de cada pixel individualmente. Um pixel é como uma esponja para a luz – quanto maior, mais luz consegue absorver. Maior sensibilidade permite a você fotografar em ISOs maiores com menor ruído, melhores detalhes e graduação de cor mais ampla. Obviamente, pixels maiores necessitam de um sensor maior para conter a mesma quantidade.
2- Então esse é o motivo pelo qual se consegue uma foto melhor de uma DSLR do que de uma câmera compacta que tenha o mesmo número de pixels?
Este é apenas um dos motivos. As DSLRs também tendem a realizar um melhor processamento da imagem. Elas te possibilitam mais controles e oferecem uma vasta gama de lentes. Outras vantagens são: tempo de “startup” mais curto, tempo de atraso no disparo praticamente nulo, autofoco mais rápido e sensível, visor mais claro e apurado, maior quantidade de fotos em disparo contínuo, flash mais potente, vários acessórios, maior tempo de vida útil da bateria, e maior robustez do equipamento.
3- O que é melhor, estabilidade ótica ou digital?
Estabilidade digital é basicamente enrolação – ela simplesmente aumenta o ISO e a velocidade do obturador e, algumas vezes, lança mão de softwares de aumento de nitidez para compensar áreas borradas da imagem. A estabilidade ótica da imagem é pra valer. Ou o sensor ou um elemento da lente se movem para compensar algum movimento ao se fotografar em velocidades de obturador mais baixas.
4- Qual a diferença entre MODO AUTOMÁTICO e PROGRAMA?
No AUTOMÁTICO a câmera funciona como uma compacta automática, ou seja, os ajustes de abertura, velocidade, ISO, balanço do branco, modo do autofoco, flash são automaticamente ajustados pela câmera. É preferível usar o PROGRAMA, que ajusta a abertura e a velocidade, mas deixa o resto para ser ajustado por você. Você pode ajustar alguns ou todos os parâmetros, fazer compensação de exposição e decidir quando quer utilizar o flash.
5- O que faz o Ajuste de PROGRAMA (PROGRAM SHIFT)?
Permite a você alterar a combinação abertura/velocidade ao mesmo tempo em que mantém a exposição correta. Digamos que em PROGRAMA sua câmera ajustou a combinação 1/250 seg. com F/8, mas você está fazendo um retrato e quer usar uma abertura maior para desfocar o fundo. Com o PROGRAM SHIFT, você ajusta a abertura em f/2.8 e a velocidade é automaticamente ajustada para 1/2000 seg. para compensar a mudança da abertura e fazer com que a mesma quantidade de luz atinja o sensor da câmera ou o filme.
6- O que significa comprimento focal “equivalente”? Por que algumas vezes se diz, por exemplo, que uma lente 50mm equivale a uma 75mm?
Isto acontece porque se considera o comprimento focal correspondente numa câmera tradicional 35mm de filme (tamanho da imagem no filme: 24mm X 36 mm) ou numa DSLR com formato de sensor grande (FX no caso da Nikon). Como a maioria dos sensores nas câmeras DSLR é menor do que numa 35mm eles captam apenas uma parte central da imagem projetada pela lente “normal” 50mm. Isto faz com que as imagens produzidas tenham o mesmo campo de visão que uma lente 75mm teria numa câmera 35mm tradicional (full-frame) ou sensor grande. (Esta diferença de área captada se chama fator de corte ou “lens factor”.)
7- O que faz uma lente ser mais “rápida” do que outra?
Uma lente rápida (ou clara) permite a passagem de uma grande quantidade de luz passando através de sua máxima abertura. Isto permite o uso de uma velocidade maior do que se poderia com uma lente de abertura menor (escura ou lenta). O número F na especificação de uma lente indica a abertura máxima que esta lente possui. Números menores significam aberturas maiores. Uma lente f/1.4 é muito rápida, f/2.8 é bastante rápida e f/5.6 é lenta.
8- Então é melhor usar uma lente full-frame para uma DSLR que tenha um sensor menor?
Não. Como o sensor pequeno capta apenas a parte central do círculo da imagem (chamado em inglês de “sweet spot”, a parte mais nobre da imagem projetada pela lente), as lentes full-frame (fabricadas para serem usadas com as câmeras 35mm ou de sensor full-frame), teoricamente, rendem imagens de maior nitidez ao longo das bordas do que as feitas especificamente para câmeras digitais de sensor menor, no entanto não há evidências práticas disso no mundo real. As lentes full-frame trazem alguns benefícios: mantêm sua utilidade no caso de se fazer um up-grade para uma câmera de sensor full-frame com o mesmo encaixe, por exemplo. Por outro lado, o fator de corte faz com que elas não possam lhe proporcionar uma visão de super grande angular – uma lente full-frame 17mm se torna equivalente à 25mm numa DSLR com sensor menor (APS-C).
9- O que significam, por exemplo, os números f/3.5~5.6 na especificação de uma lente?
Em zooms mais simples (“baratas”) a lente via ficando mais lenta á medida que se aumenta o comprimento focal. Numa lente 18-55mm f/3.5~5.6, por exemplo, você pode ajustar ama abertura tão grande quanto f/3.5 em 18mm, mas em 55mm a abertura máxima que você pode usar é de f/5.6. Nos comprimentos focais intermediários, digamos 35mm, a abertura máxima seria em torno de f/4.5.
10- Por que eu devo comprar uma lente tele se posso usar um teleconversor na minha zoom?
Isso vai fazer com que a sua lente, já não muito clara, fique ainda mais escura. Um teleconversor (teleconverter em inglês) de 2X faz com que uma lente f/3.5~5.6, por exemplo, passe a ter uma abertura efetiva de f/7~11, escura o suficiente para impossibilitar o uso do autofoco. Além disso, os teleconversores destinados às lentes zooms que vêm com a câmera (kit) costumam ter uma qualidade ótica regular. A melhor opção seria investir numa lente telezoom não muito cara, que costuma vir com o kit câmera+lente.
11- Qual a diferença entre leitura do fotômetro central, spot e “evaluative” (avaliado)?
Todos os fotômetros das câmeras “enxergam” uma parte da imagem como cinza intermediário (meio-tom), ou seja, o ponto intermediário entre as altas-luzes e as sombras. O sistema “evaluative” (matrix na Nikon) divide a imagem em segmentos, compara as leituras de cada parte, e compõe um padrão de imagem para avaliar a exposição correta. A leitura “central” (centerweighted) leva em consideração toda a luz da cena, mas dá maior ênfase à parte central da imagem. Em “spot”, um pequeno percentual da cena, normalmente menos do que 5% e normalmente na área central, é fotometrado. Algumas câmeras permitem que o ponto de leitura spot acompanhe o sensor ativo do autofoco.
Enquanto o sistema “evaluative” é melhor para a maioria das situações, o central é mais adequado para assuntos tais como fotos de grupo. Para obter maior controle sobre a exposição usa-se o spot, que permite selecionar o meio-tom da cena, porém é o sistema que exige maior perícia por parte do fotógrafo.
12- Por que usar um fotômetro de mão se posso obter todas essas variedades de leitura na minha câmera?
Porque a maioria dos fotômetros de mão permite a você ajustar sua exposição baseado na luz sobre o assunto fotografado, chamada luz incidente. Eles são ótimos quando o assunto fotografado é mais escuro (não-refletivo) ou mais claro (refletivo) do que o normal. Essa situação faz com que os fotômetros de câmera (fotômetros que medem a luz refletida ou “de luz refletida”) tendam a super ou sub expor.
Os fotômetros de mão também ajudam a obter exposições mais consistentes nas cenas que possuem uma ampla variedade de tons. Para uma leitura da luz incidente segure o fotômetro no ponto do seu assunto onde a exposição seja mais crítica, como o rosto, e aponte o fotômetro para a câmera. Muitos fotômetros de mão podem ser ajustados para a leitura da luz refletida ou da intensidade da luz do flash.
13- Como sei a distância que a luz do meu flash alcança?
Pelo valor do Número-Guia (GN), existente em praticamente todo flash embutido na câmera, ou para montagem na sapata (shoe-mount); fornecido em pés, metros ou ambos – na parte traseira da câmera ou flash, ou no manual. O GN indica a distância que o flash alcança a uma determinada abertura, ou, que abertura utilizar dada uma determinada distância. Basta dividir o GN pela distância ou pelo número da abertura. Por exemplo, se um flash tem um GN de 40 em metros (em ISO 100), ele poderá alcançar até a distância de 10 metros com uma abertura f/4 (40÷4=10). Se você quiser fazer uma foto a 20 metros com o mesmo ISO, você terá que usar uma abertura f/2.
14- Meu flash permite o uso em TTL ou Ajuste Automático. Qual a diferença?
O TTL regula a potência do flash medindo a quantidade da luz do flash que é refletida pelo objeto fotografado, atravessa a lente e é medida pelo fotômetro embutido da câmera. Normalmente é a forma mais precisa de se determinar a exposição do flash, além de permitir a você o uso do flash rebatido em qualquer direção e superfície. Já o Ajuste Automático regula a potência do flash considerando a quantidade de luz refletida pelo objeto fotografado e medida pelo sensor embutido no corpo do flash. Para a maioria dos assuntos funciona bem, e como o sensor da luz é no próprio flash, pode ser utilizado com várias câmeras de diferentes modelos e fabricantes, ao passo que o flash TTL (dedicado) só funciona nas câmeras com as quais é compatível.
15- Eu já possuo um flash que gosto muito e é automático. Posso utilizá-lo com minha nova câmera DSLR?
Depende da data em que seu flash foi fabricado. Se, por exemplo, for de fabricação japonesa (no caso de um Vivitar 283) feito entre 1972 e 1987, não é seguro. A voltagem de disparo destes flashes pode variar até uns 600 volts, o suficiente para queimar o circuito de uma moderna DSLR. Modelos mais recentes (“made in China” ou “made in Korea”) geralmente usam um capacitor de 9 volts, ou seja, são mais seguros para as DSLR. Ainda assim, seria melhor utilizar em conjunto um adaptador de segurança como o WEIN SAFE-SYNC (US$ 50, nos EUA) a sua sapata – ou simplesmente, compre um flash novo TTL. Custa muito menos do que uma nova DSLR, e você poderá utilizar o seu flash antigo como um segundo flash off-camera para iluminar fundos ou fazer luz de preenchimento.
16- Minha câmera consegue manter compatibilidade com os cartões de memória mais rápidos que estão surgindo?
Os modelos novos conseguem, e os fabricantes estão sempre trabalhando para aumentar a velocidade de transferência de imagens e para reduzir o tempo que os arquivos de imagens, cada vez maiores, levam para limpar o buffer (memória cache) da câmera, conforme atesta Jeff Cable, da Lexar, fabricante de cartões de memória. Um outro benefício dos cartões de memória de alta-velocidade (high-speed) é a maior velocidade de transferência dos arquivos de imagens para o seu computador. Para usufruir deste benefício tenha a certeza de utilizar um leitor de cartão compatível.
17- Reformatar um cartão de memória com frequência pode danificá-lo?
Não. Na verdade, os experts até recomendam este procedimento. Reformatar elimina todos os vestígios de imagens, nomes de arquivos ou qualquer dado que exista no cartão, limpando completamente a memória e abrindo mais espaço para salvar novas fotos. É melhor reformatar o cartão na câmera do que no computador para assegura que os dois trabalhem bem em conjunto.
18- É verdade que o JPEG perde detalhes cada vez que é aberto? Seria melhor trabalhar com TIFF ou PSD?
Não mais. Se você simplesmente abrir um JPEG e não fizer nada além de ver a imagem, e depois fechar o arquivo sem salvá-lo, não irá perder detalhes. Se utilizar o comando Save As do Photoshop e escolher salvar o JPEG com uma menor qualidade (ou maior compressão) causará uma perda de qualidade, gerando lixos digitais e perdendo detalhes. “Ressalvar” JPEGs com frequência, no mesmo nível de qualidade, pode gerar lixo digital (artifact), mas você só irá perceber se der um zoom detalhado na imagem.
19- Para que se utiliza calibrador de monitor?
Todo monitor é diferente. Se o seu, por exemplo, for muito claro e muito contrastado, você ficará desapontado quando suas ampliações ou impressões (prints) vierem escuras e sem contraste. Portanto, antes de ajustar suas fotos no seu computador, calibre o monitor. Uma vez calibrado, você poderá contar com o monitor para ter uma visão mais fiel ao que realmente será impresso ou ampliado. Daí será mais confiável ajustar as fotos com maior precisão para que o resultado visto na tela seja o reproduzido na impressão/ampliação.
20- Eu adoro fotografar o pôr-do-sol, mas quando eu exponho para o céu, o primeiro plano fica muito escuro. O que posso fazer?
Use um filtro split de densidade neutra (uma parte transparente a outra escura). Este filtro, por ser de densidade neutra (cinza) não afeta a cor, e sua transição pode se dar de forma gradual, filtro graduado, ou abrupta (meio a meio). Ele funciona em situações onde a diferença de luz entre uma parte da imagem e outra (normalmente primeiro e segundo planos) é muito grande e bem delimitada. Este tipo de filtro permite que se exponha a imagem de forma adequada para a parte mais escura da imagem sem estourar a parte mais clara (altas-luzes) ou, no caso, o céu.
Espero que estas respostas ajudem vocês de alguma forma. Caso tenham alguma pergunta, postem no "Comentários" que em breve responderei com outra postagem de "Perguntas e Respostas".
Boas Fotos,
Alexandre
março 22, 2009
Lei de Murphy na fotografia
A Lei de Murphy diz o seguinte: “Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.”
A partir desta lei original várias outras foram postuladas, em diversas áreas.
Aqui podemos verificar derivações da Lei de Murphy aplicadas à fotografia.
- A chance do cartão de memória dar problema de leitura é diretamente proporcional a:
1- a quantidade de fotos contidas nele
2- a importância dessas fotos
- A bateria da câmera tende a estar descarregada sempre que surgir um trabalho de última hora. Provavelmente você só descobrirá isso quando chegar no local onde irá fotografar.
Prevenido, você tem bateria sobressalente:
1- ou você terá esquecido de levá-la
2- ou ela também estará descarregada.
- Se houver alguma sujeira no sensor ela tenderá a se alojar nas partes mais críticas da imagem e seu tamanho será diretamente proporcional à complexidade de retoque na região.
- Uma lente, por mais clara que seja, nunca será clara o suficiente.
- Por maior que seja o estúdio, sempre será 10 ou 15 cm. menor do que o necessário.
- O Photoshop nunca dá problema, a menos que você resolva usá-lo para retocar e ajustar fotos.
- Você tenderá a ter problemas com falta de energia elétrica se:
1- não estiver usando no-break (ou o que você comprou acaba de dar problema)
2- está quase finalizando o trabalho que você está fazendo há várias horas e finalmente resolve fazer uma cópia de segurança
3- o seu prazo para entrega do trabalho é muito curto e você está com pressa
- As fotos mais importantes que você tem estão armazenadas no HD, que acaba de dar problema. Verificando o seu back-up você irá perceber que eram as únicas que você ainda não tinha copiado.
- 1ª Lei do back-up seletivo: quanto mais importante a foto, menor a probabilidade de haver um back-up dela.
- 2ª Lei do back-up seletivo: havendo back-ups das fotos mais importantes, a probabilidade dele funcionar é inversamente proporcional ao número de fotos salvas.
- Lei das Baterias: uma bateria tende a estar descarregada quando ela é extremamente necessária.
- Quanto mais equipamento você tiver que carregar para uma sessão fotográfica, menos você precisará utilizar.
- Lei da compensação do equipamento: quanto menos equipamento você levar para uma sessão fotográfica, mais você irá precisar dos que não levou.
- Em dias de externa, a possibilidade de chover aumenta.
- Um flash de estúdio tende a dar mal contato somente na hora do clic e não no momento da montagem do set ou do teste de luz.
- Não importa a capacidade do seu HD, ela sempre será menor do que a que você gostaria.
- Quanto maior for o cartão de memória e mais fotos houver nele, maior será a chance dele dar problema de leitura.
Lei Complementar: se você tiver mais de um cartão de memória, a maior probabilidade é que a escolha recaia sobre aquele que tenda a dar algum defeito.
A partir desta lei original várias outras foram postuladas, em diversas áreas.
Aqui podemos verificar derivações da Lei de Murphy aplicadas à fotografia.
- A chance do cartão de memória dar problema de leitura é diretamente proporcional a:
1- a quantidade de fotos contidas nele
2- a importância dessas fotos
- A bateria da câmera tende a estar descarregada sempre que surgir um trabalho de última hora. Provavelmente você só descobrirá isso quando chegar no local onde irá fotografar.
Prevenido, você tem bateria sobressalente:
1- ou você terá esquecido de levá-la
2- ou ela também estará descarregada.
- Se houver alguma sujeira no sensor ela tenderá a se alojar nas partes mais críticas da imagem e seu tamanho será diretamente proporcional à complexidade de retoque na região.
- Uma lente, por mais clara que seja, nunca será clara o suficiente.
- Por maior que seja o estúdio, sempre será 10 ou 15 cm. menor do que o necessário.
- O Photoshop nunca dá problema, a menos que você resolva usá-lo para retocar e ajustar fotos.
- Você tenderá a ter problemas com falta de energia elétrica se:
1- não estiver usando no-break (ou o que você comprou acaba de dar problema)
2- está quase finalizando o trabalho que você está fazendo há várias horas e finalmente resolve fazer uma cópia de segurança
3- o seu prazo para entrega do trabalho é muito curto e você está com pressa
- As fotos mais importantes que você tem estão armazenadas no HD, que acaba de dar problema. Verificando o seu back-up você irá perceber que eram as únicas que você ainda não tinha copiado.
- 1ª Lei do back-up seletivo: quanto mais importante a foto, menor a probabilidade de haver um back-up dela.
- 2ª Lei do back-up seletivo: havendo back-ups das fotos mais importantes, a probabilidade dele funcionar é inversamente proporcional ao número de fotos salvas.
- Lei das Baterias: uma bateria tende a estar descarregada quando ela é extremamente necessária.
- Quanto mais equipamento você tiver que carregar para uma sessão fotográfica, menos você precisará utilizar.
- Lei da compensação do equipamento: quanto menos equipamento você levar para uma sessão fotográfica, mais você irá precisar dos que não levou.
- Em dias de externa, a possibilidade de chover aumenta.
- Um flash de estúdio tende a dar mal contato somente na hora do clic e não no momento da montagem do set ou do teste de luz.
- Não importa a capacidade do seu HD, ela sempre será menor do que a que você gostaria.
- Quanto maior for o cartão de memória e mais fotos houver nele, maior será a chance dele dar problema de leitura.
Lei Complementar: se você tiver mais de um cartão de memória, a maior probabilidade é que a escolha recaia sobre aquele que tenda a dar algum defeito.
março 15, 2009
HDR e ajustes
Antes, na era do filme, tínhamos que conviver com as limitações da latitude do filme na hora de clicar, e os recursos que haviam eram aqueles de manipulação em laboratório: processamento do filme para aumentar e diminuir a latitude, dodge e burn na ampliação e características do papel. Mais recursos eram possíveis no preto e branco, de maior latitude e maior flexibilidade de revelação e variedade de papéis. O Sistema de Zonas desenvolvido por Ansel Adams exigia muito estudo e maestria e unia técnicas aprimoradas de exposição, revelação do filme e ampliação, que combinados resultavam numa foto que reproduzia uma rica gama de tons.
Em tempos digitais, onde podemos lançar mão de recursos em softwares e câmeras com bastante versatilidade, desponta o HDR (High Dynamic Range) como uma ferramenta capaz de aumentar a latitude do "filme" digital e proporcionar efeitos artísticos que os tempos do acetato não permitiam.
Se pensarmos nos ajustes que temos disponíveis normalmente, utilizados para todos os tipos de foto, e juntá-los com fotos geradas por HDR temos uma ampla gama de possibilidades.
Sem dúvida, uma arma bem criativa que oferece ao fotógrafo um potencial que varia entre a reprodução mais próxima da realidade até a criação de um mundo mágico onde cores e tons se unem numa atmosfera de fantasia.
Bons Clics,
Alexandre
março 13, 2009
"Memórias Brasileiras - Presídio da Ilha Grande"
© Alex Nobili, 2008
Cena interna do que um dia já foi uma cela do presídio.
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Teste sua Percepção de Matizes

Com este teste você pode aferir sua acuidade visual para matizes e ainda contar com um sitema que te dá a pontuação para o seu desempenho.
Experimente! Veja quanto você marca. Convide outras pessoas pra fazer o teste. Veja quem consegue a melhor pontuação.
Bom divertimento!
Alexandre
março 08, 2009
Online Make Over

Se você quiser, pode colocar o resultado final numa galeria para que todos possam ver e votar na sua maquiagem. Aproveite e visite a galeria para ver outros trabalhos.
Boa navegação e maquiagem,
Alexandre
março 07, 2009
A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica
Texto Recomendado
A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica por Walter Benjamin é um texto que aborda a questão da visão de obra de arte como peça única e, portanto, dotada de uma "aura", frente à emergente capacidade de reprodução artística e dos meios de produção de então que permitiam o acesso à execução e consumo das "obras de arte" à grande massa.
Anterior ao surgimento da televisão, este texto de 1936 mostra-se ainda atual em seus alicerces filosóficos.
É um excelente ponto de partida para repensarmos a fotografia como documentação versus a fotografia como expressão de uma arte, uma linguagem própria.
É a velha discussão se fotografia é arte ou não. Já um pouco desbotada pelo tempo essa discussão ganha novos contornos nos dias atuais com uma maior acessiblidade ao meio de produção (câmeras digitais, celulares com câmeras, custos mais baixos, rapidez em verificar o resultado do clic, menor necessidade de conhecimentos técnicos (controles automáticos), ...) e também com a possibilidade de publicação facilitada e multiplicada (internet, reprodução digital, envio de arquivos, ...).
Podemos contrapor: quantidade x qualidade, acesso x banalização, facilidade de uso x pouco conhecimento técnico, recursos de pós produção (photoshop, lightroom, ...) x menos cuidado na hora do clic... e por aí vai.
Estamos caminhando para uma banalização da fotografia, da imagem, ou estamos formando "leitores" mais atentos que poderão gerar uma nova geração capaz de utilizar e decodificar códigos semióticos com mais facilidade e propriedade? Vale lembrar que no período da repressão uma fresta por onde passava a voz silenciada nos jornais era a fotografia. Foram muitas as imagens que marcaram época e que desconstruiam o conteúdo textual das reportagens pois o código literal é muito mais decifrável do que o iconográfico. O texto dizia uma coisa que não era compatível com o que as imagens mostravam.
Nos dias de internet, conexões banda larga, câmeras digitais, sistema globalizado on line, etc; vale a pena refletirmos um pouco mais sobre o trabalho que estamos realizando. Qual o verdadeiro valor da obra que crio? Qual o espaço da "aura" artística? O que quero dizer com minhas fotos, o que elas estão dizendo e o que as pessoas lêem nas minhas fotos? Que estilo imprimo às minhas imagens?
Afinal de contas o que você usa para fazer a sua foto, o dedo ou a cabeça?! Uma foto não é apenas um clic, ou pelo menos não deveria ser.
Para tratar deste assunto, além do texto do Walter Benjamin, indico o livro de Roland Barthes - A Câmara Clara - que aborda a questão da comunicação, cultura e linguagem em fotografia.
Leia o texto. Reflita. Reveja suas fotos e a de outros fotógrafos. E, se puder, poste algum comentário aqui revelando se as questões abordadas sacudiram você um pouco. Vamos debater os caminhos atuais da fotografia como linguagem. Sugira outros temas. Dê sua opinião.
Boas leituras,
Alexandre
A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica por Walter Benjamin é um texto que aborda a questão da visão de obra de arte como peça única e, portanto, dotada de uma "aura", frente à emergente capacidade de reprodução artística e dos meios de produção de então que permitiam o acesso à execução e consumo das "obras de arte" à grande massa.
Anterior ao surgimento da televisão, este texto de 1936 mostra-se ainda atual em seus alicerces filosóficos.
É um excelente ponto de partida para repensarmos a fotografia como documentação versus a fotografia como expressão de uma arte, uma linguagem própria.
É a velha discussão se fotografia é arte ou não. Já um pouco desbotada pelo tempo essa discussão ganha novos contornos nos dias atuais com uma maior acessiblidade ao meio de produção (câmeras digitais, celulares com câmeras, custos mais baixos, rapidez em verificar o resultado do clic, menor necessidade de conhecimentos técnicos (controles automáticos), ...) e também com a possibilidade de publicação facilitada e multiplicada (internet, reprodução digital, envio de arquivos, ...).
Podemos contrapor: quantidade x qualidade, acesso x banalização, facilidade de uso x pouco conhecimento técnico, recursos de pós produção (photoshop, lightroom, ...) x menos cuidado na hora do clic... e por aí vai.
Estamos caminhando para uma banalização da fotografia, da imagem, ou estamos formando "leitores" mais atentos que poderão gerar uma nova geração capaz de utilizar e decodificar códigos semióticos com mais facilidade e propriedade? Vale lembrar que no período da repressão uma fresta por onde passava a voz silenciada nos jornais era a fotografia. Foram muitas as imagens que marcaram época e que desconstruiam o conteúdo textual das reportagens pois o código literal é muito mais decifrável do que o iconográfico. O texto dizia uma coisa que não era compatível com o que as imagens mostravam.
Nos dias de internet, conexões banda larga, câmeras digitais, sistema globalizado on line, etc; vale a pena refletirmos um pouco mais sobre o trabalho que estamos realizando. Qual o verdadeiro valor da obra que crio? Qual o espaço da "aura" artística? O que quero dizer com minhas fotos, o que elas estão dizendo e o que as pessoas lêem nas minhas fotos? Que estilo imprimo às minhas imagens?
Afinal de contas o que você usa para fazer a sua foto, o dedo ou a cabeça?! Uma foto não é apenas um clic, ou pelo menos não deveria ser.
Para tratar deste assunto, além do texto do Walter Benjamin, indico o livro de Roland Barthes - A Câmara Clara - que aborda a questão da comunicação, cultura e linguagem em fotografia.
Leia o texto. Reflita. Reveja suas fotos e a de outros fotógrafos. E, se puder, poste algum comentário aqui revelando se as questões abordadas sacudiram você um pouco. Vamos debater os caminhos atuais da fotografia como linguagem. Sugira outros temas. Dê sua opinião.
Boas leituras,
Alexandre
A Câmara Clara

Leitura Recomendada
Descrição da editora
Roland Barthes estabelece neste livro uma correlação entre dois processos óticos de reprodução da imagem, a câmara clara, em que a imagem é copiada pela mão do homem, e a câmara escura, em que ela é reproduzida mecanicamente sem a interferência humana.
E o faz para mostrar que sem a intervenção pessoal, subjetiva, do observador, que pode ver nela muito mais do que o registro realista, ou a mensagem codificada, a fotografia ficaria limitada ao registro documental. A câmara clara é o último livro de Roland Barthes, publicado poucos dias antes de sua morte, em março de 1980, vítima de um atropelamento.
Roland Barthes estabelece neste livro uma correlação entre dois processos óticos de reprodução da imagem, a câmara clara, em que a imagem é copiada pela mão do homem, e a câmara escura, em que ela é reproduzida mecanicamente sem a interferência humana.
E o faz para mostrar que sem a intervenção pessoal, subjetiva, do observador, que pode ver nela muito mais do que o registro realista, ou a mensagem codificada, a fotografia ficaria limitada ao registro documental. A câmara clara é o último livro de Roland Barthes, publicado poucos dias antes de sua morte, em março de 1980, vítima de um atropelamento.
Boa Leitura!
Alexandre
A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen
Leitura RecomendadaRecomendo a leitura deste livro que, apesar de não parecer, tem muito a ver com a arte da fotografia.
Descrição da editora
"Sentei-me numa almofada, diante do mestre que, em silêncio, me ofereceu chá. Permanecemos assim durante longos momentos, O único ruído que se ouvia era o do vapor da água fervendo na chaleira. Por fim, o mestre se levantou e fez sinal para que eu o acompanhasse. O local dos exercícios estava feericamente iluminado. O mestre me pediu para fixar uma haste de incenso, longa e delgada como uma agulha de tricotar, na areia diante do alvo. Porém, o local onde ele se encontrava não estava iluminado pelas lâmpadas elétricas, mas pela pálida incandescência da vela delgada, que lhe mostrava apenas os contornos. O mestre dançou a cerimônia. Sua primeira flecha partiu da intensa claridade em direção da noite profunda. Pelo ruído do impacto, percebi que atingira o alvo, o que também ocorreu com o segundo tiro. Quando acendi a lâmpada que iluminava o alvo constatei, estupefacto, que não só a primeira flecha acertara o centro do alvo, como a segunda também o havia atingido, tão rente à primeira, que lhe cortara um pedaço, no sentido do comprimento".
Trazendo o fantástico para o nível do real, esta é uma página deste livro surpreendente, no qual o filósofo alemão Eugen Herrigel conta a sua extraordinária experiência como discípulo de um mestre Zen, com quem aprendeu a arte de atirar com arco, durante os anos em que viveu no Japão como professor da Universidade de Tohoku. Sem dúvida - como afirma na introdução o professor D. T. Suzuki - um livro maravilhoso que, graças à limpidez de seu estilo, ajudará o leitor do Ocidente a "penetrar na essência dessa experiência oriental, até agora tão pouco acessível aos ocidentais.
"Sentei-me numa almofada, diante do mestre que, em silêncio, me ofereceu chá. Permanecemos assim durante longos momentos, O único ruído que se ouvia era o do vapor da água fervendo na chaleira. Por fim, o mestre se levantou e fez sinal para que eu o acompanhasse. O local dos exercícios estava feericamente iluminado. O mestre me pediu para fixar uma haste de incenso, longa e delgada como uma agulha de tricotar, na areia diante do alvo. Porém, o local onde ele se encontrava não estava iluminado pelas lâmpadas elétricas, mas pela pálida incandescência da vela delgada, que lhe mostrava apenas os contornos. O mestre dançou a cerimônia. Sua primeira flecha partiu da intensa claridade em direção da noite profunda. Pelo ruído do impacto, percebi que atingira o alvo, o que também ocorreu com o segundo tiro. Quando acendi a lâmpada que iluminava o alvo constatei, estupefacto, que não só a primeira flecha acertara o centro do alvo, como a segunda também o havia atingido, tão rente à primeira, que lhe cortara um pedaço, no sentido do comprimento".
Trazendo o fantástico para o nível do real, esta é uma página deste livro surpreendente, no qual o filósofo alemão Eugen Herrigel conta a sua extraordinária experiência como discípulo de um mestre Zen, com quem aprendeu a arte de atirar com arco, durante os anos em que viveu no Japão como professor da Universidade de Tohoku. Sem dúvida - como afirma na introdução o professor D. T. Suzuki - um livro maravilhoso que, graças à limpidez de seu estilo, ajudará o leitor do Ocidente a "penetrar na essência dessa experiência oriental, até agora tão pouco acessível aos ocidentais.
Boa Leitura,
Alexandre
Vídeo Tutorial do Photoshop com Zack Arias
Serve tanto pra quem está há muito tempo na estrada quanto pra quem está dando os primeiros passos.
Zack é um fotógrafo de Atlanta que trabalha com editorial de música.
Espero que gostem! Deixem seus comentários.
Abraços,
Alexandre
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zack arias
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